ICP 022 José Roberto Alegretti, embriologista chefe da maior clinica de reprodução humana do Brasil, diretor científico e sócio da Fairfax, maior banco de sêmen americano, sobre avanços legislação e detalhes da importação no Brasil

Esse foi o banco de esperma que a Mari escolheu. Ela se surpreendeu e descobriu que ela tinha uma ideia totalmente pre-conceituosa sobre o assunto. A Fairfax Cryobank atua em mais de 50 países.

Nessa conversa José Roberto conta detalhes de como esta mudando a sociedade e a mentalidade das pessoas em torno a maternidade, e sobre a legislação e o mercado de sêmen no Brasil.

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We Talk About

[1:36] Contexto sobre o mercado de banco de sêmen no Brasil e no mundo. Com um aumento de 2000% na importação de sêmen no Brasil nos últimos 5 anos.

(3:11) Como fazem a ponte entre a clinica, o medico, que não tem a expertise da importacao com a matriz americana e como isso facilitou o processo, gerando crescimento consumo.

[4:14] Maternidade independente e como a percepção da maternidade e a concepção das famílias está mudando, de acordo com o IBGE.

[5:30] Qual a melhor idade para congelar os óvulos.

[7:02] Percentual de casais heterossexuais, homossexuais, mães solteiras que procuram a clínica.

[9:33] Infertilidade feminina e a doação de óvulos, que não é remunerada no Brasil.

(12:34) Como funciona a “ovodoação compartilhada”, uma solução nova para a mulher que não tem condições de arcar com tratamento, e como assim, pode também ajudar o proximo.

[13:14] Como funciona a remuneração em outros países e também como é feito o processo de doação, com entrevistas, fotos e até exames emocionais.

(14:11) Como os doadores da Fairfax sao avaliados por um grande período de tempo ate terem suas amostras disponíveis para a comercialização.

[16:38] Como funciona a questão do anonimato dos doadores. Dizer ou não a verdade sobre a doação para as crianças. Separar o conceito da maternidade do conceito de matrimônio.

[22:54] O que falta para o Brasil poder competir com a Espanha e a Dinamarca, por exemplo.

[27:00] Limite de filhos por doador, como funciona esse controle.

[29:52] Como ele abandonou a carreira de engenheiro para seguir o sonho da Biologia.

[32:29] Mensagem para quem está buscando uma mudança na carreira.

Quotes

(30:22) “tem um amigo meu que fala que não vê os frutos do trabalho dele, eu vejo o meu trabalho andar e falar, é uma emoção diferente. Logicamente que é uma emoção e uma satisfação muito diferente, difícil explicar ”

(26:37) “esse nosso momento de conversa, isso não existia no passado, a doação no passado as pessoas escondiam, era tudo meio velado, hoje pessoas debatem isso com mais clareza”

[11:27] “A extração de óvulos da mulher é mais complexa, exige cirurgia. E por isso sem a remuneração do doador muito poucas pessoas vão querer se submeter a tudo isso, então existe uma falta de doadores no Brasil. Em contrapartida em outros países os doadores podem ser remunerados.”

[18:01] “Para o casal que está em tratamento nós buscamos um doador que tenha uma maior semelhança com eles (…) ”

[24:15] “alguns países têm uma legislação que possibilita a doação, outros países não. E esses países acabam também se tornando fontes do material. (…) ”

[31:54] “Eu tento me policiar, lógico que é difícil, a não pensar que estou trabalhando com bebês. Trabalho com células. Estamos falando de manipular 50 mil óvulos por ano, não sei quantos mil embriões. Então não dá pra pensar de uma maneira muito romântica, por assim dizer. Os frutos do trabalho são maravilhosos, mas tem que ter muito trabalho, é uma carreira muito exigente.”

Links

José Roberto Alegretti no LinkedIn

Hutington Medicina Reprodutiva

Fairfax Cryobank

Leo Meyer fundador da clinica Fertibaby no Inspiring Career Podcast

IVI clinica de reprodução assistida Espanha

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